Bauhaus ( Alemanha, 1919-1933)
Bauhaus ( Alemanha, 1919-1933)
A Bauhaus nasceu como uma escola de design, pensada como uma instituição interdisciplinar, que funcionasse como uma consultoria para a indústria, comércio e ofícios (FIELL, 2005). Criada na cidade de Weimar, na Alemanha, Bauhaus significa casa em construção. A escola tornou-se uma espécie de mito na história do design, por defender uma formação singular e uma visão do design como transformador da sociedade. A escola passou por mudanças em seus anos de funcionamento, com cidades, diretores e professores diversos. Os ideais que formaram a Bauhaus eram também divergentes, o que possibilitou uma concepção interdisciplinar.
A escola possuía um curso preliminar, que ensinava os princípios básicos do design e da teoria da cor e forma; e as oficinas, para as quais os alunos dirigiam-se após cursar um ano do curso preliminar. Essas oficinas ofereciam formação com metais, mobiliário, tecidos, tapeçaria, fotografia, tipografia, etc.
Em seus primeiros anos, na cidade de Weimar, a escola reuniu no corpo docente vários artistas expressionistas, tais como Lyonel Feininger, Wassily Kandisnky, Paul Klee, Georg Muche e Oskar Schlemmer. Johannes Itten teve um papel fundamental neste começo, ministrando aulas de teoria da forma, história da arte, baseado no estímulo à criatividade individual do aluno, com uma metodologia singular chamada de “intuição e método” (FIELL, 2005, p.87).
Em 1923 foi realizada uma exposição com a produção da Bauhaus e também contava com obras e produtos de artistas ligados ao Neoplasticismo (De Stijl) e ao Construtivismo, que exerceram grande influência sobre a Bauhaus. A escola sofria pressões por parte do governo local, por se tratar de uma instituição estatal, e a exposição tinha como objetivo divulgar e vender sua produção.
A segunda fase da escola, de 1925 a 1928, é marcada por mudanças no corpo docente e na direção. Walter Gropius é substituído por Hannes Meyer; arquiteto com uma visão mais científica e racional, com fortes aspirações políticas. Meyer introduziu aulas de economia, psicologia e marxismo na Bauhaus. A sede da escola passa a ser em na cidade de Dessau e os professores recebem moradias próximas localizadas próximas à escola, com uma arquitetura funcional que viria a influenciar a arquitetura funcionalista posteriormente. Nesta segunda fase, Josef Albers e László Moholy-Nagy substituem Johannes Itten e conferem uma abordagem mais industrial à escola, realizando visitas às fábricas locais. A escola passa a ser chamada de Instituto de design (Hochschule fur Gestaltung).
A partir de 1930, a escola passa por mais transformações, desta vez com a direção do arquiteto Mies van der Rohe, que adotou o método Bau und Ausbau, isto é, construção e desenvolvimento (FIELL, 2005), com ênfase na arquitetura. Como a Bauhaus possuía forte inclinação marxista, já sofria perseguição por parte do partido nacional-socialista que havia chegado ao poder e tentava fechar a escola. Mies van der Rohe tentou manter a escola em funcionamento como instituição privada, mas não obteve sucesso. Em 1933 as atividades são encerradas oficialmente e a escola é dissolvida pelos professores.
A contribuição da Bauhaus foi muito importante na criação de cursos de Design, pela pedagogia e formação preliminar associada à prática das oficinas, unindo arte, design, artesanato e indústria.
Mies van der Rohe, Marcel Breuer, Walter Gropius e Josef Albers foram para os Estados Unidos após o fechamento da escola. László Moholy-Nagy chegou a ser nomeado diretor da New Bauhaus, uma tentativa de restabelecer a escola em Chicago em 1937, mas que teve curta duração.
Em 1938 foi realizada uma exposição sobre a Bauhaus e sua importância para o design, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa).
A Bauhaus nasceu como uma escola de design, pensada como uma instituição interdisciplinar, que funcionasse como uma consultoria para a indústria, comércio e ofícios (FIELL, 2005). Criada na cidade de Weimar, na Alemanha, Bauhaus significa casa em construção. A escola tornou-se uma espécie de mito na história do design, por defender uma formação singular e uma visão do design como transformador da sociedade. A escola passou por mudanças em seus anos de funcionamento, com cidades, diretores e professores diversos. Os ideais que formaram a Bauhaus eram também divergentes, o que possibilitou uma concepção interdisciplinar.
A escola possuía um curso preliminar, que ensinava os princípios básicos do design e da teoria da cor e forma; e as oficinas, para as quais os alunos dirigiam-se após cursar um ano do curso preliminar. Essas oficinas ofereciam formação com metais, mobiliário, tecidos, tapeçaria, fotografia, tipografia, etc.
Em seus primeiros anos, na cidade de Weimar, a escola reuniu no corpo docente vários artistas expressionistas, tais como Lyonel Feininger, Wassily Kandisnky, Paul Klee, Georg Muche e Oskar Schlemmer. Johannes Itten teve um papel fundamental neste começo, ministrando aulas de teoria da forma, história da arte, baseado no estímulo à criatividade individual do aluno, com uma metodologia singular chamada de “intuição e método” (FIELL, 2005, p.87).
Em 1923 foi realizada uma exposição com a produção da Bauhaus e também contava com obras e produtos de artistas ligados ao Neoplasticismo (De Stijl) e ao Construtivismo, que exerceram grande influência sobre a Bauhaus. A escola sofria pressões por parte do governo local, por se tratar de uma instituição estatal, e a exposição tinha como objetivo divulgar e vender sua produção.
A segunda fase da escola, de 1925 a 1928, é marcada por mudanças no corpo docente e na direção. Walter Gropius é substituído por Hannes Meyer; arquiteto com uma visão mais científica e racional, com fortes aspirações políticas. Meyer introduziu aulas de economia, psicologia e marxismo na Bauhaus. A sede da escola passa a ser em na cidade de Dessau e os professores recebem moradias próximas localizadas próximas à escola, com uma arquitetura funcional que viria a influenciar a arquitetura funcionalista posteriormente. Nesta segunda fase, Josef Albers e László Moholy-Nagy substituem Johannes Itten e conferem uma abordagem mais industrial à escola, realizando visitas às fábricas locais. A escola passa a ser chamada de Instituto de design (Hochschule fur Gestaltung).
A partir de 1930, a escola passa por mais transformações, desta vez com a direção do arquiteto Mies van der Rohe, que adotou o método Bau und Ausbau, isto é, construção e desenvolvimento (FIELL, 2005), com ênfase na arquitetura. Como a Bauhaus possuía forte inclinação marxista, já sofria perseguição por parte do partido nacional-socialista que havia chegado ao poder e tentava fechar a escola. Mies van der Rohe tentou manter a escola em funcionamento como instituição privada, mas não obteve sucesso. Em 1933 as atividades são encerradas oficialmente e a escola é dissolvida pelos professores.
A contribuição da Bauhaus foi muito importante na criação de cursos de Design, pela pedagogia e formação preliminar associada à prática das oficinas, unindo arte, design, artesanato e indústria.
Mies van der Rohe, Marcel Breuer, Walter Gropius e Josef Albers foram para os Estados Unidos após o fechamento da escola. László Moholy-Nagy chegou a ser nomeado diretor da New Bauhaus, uma tentativa de restabelecer a escola em Chicago em 1937, mas que teve curta duração.
Em 1938 foi realizada uma exposição sobre a Bauhaus e sua importância para o design, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa).
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